quarta-feira, 12 de junho de 2013

Trabalho forçado


Trabalho escravo no Brasil


Taylorismo e Fordismo

 







O Taylorismo é uma teoria criada pelo engenheiro Americano Frederick W. Taylor (1856-1915), que a desenvolveu a partir da observação dos trabalhadores nas indústrias. O engenheiro constatou que os trabalhadores deveriam ser organizados de forma hierarquizada e sistematizada; ou seja, cada trabalhador desenvolveria uma atividade específica no sistema produtivo da indústria (especialização do trabalho). No taylorismo, o trabalhador é monitorado segundo o tempo de produção. Cada indivíduo deve cumprir sua tarefa no menor tempo possível, sendo premiados aqueles que se sobressaem. Isso provoca a exploração do proletário que tem que se “desdobrar” para cumprir o tempo cronometrado.


Dando prosseguimento à teoria de Taylor, Henry Ford (1863-1947), dono de uma indústria automobilística (pioneiro), desenvolveu seu procedimento industrial baseado na linha de montagem para gerar uma grande produção que deveria ser consumida em massa. Os países desenvolvidos aderiram totalmente, ou parcialmente, a esse método produtivo industrial, que foi extremamente importante para a consolidação da supremacia norte-americana no século XX.
Os países subdesenvolvidos não se adequaram ao fordismo no sistema produtivo, pois a sua população não teve acesso ao consumo dos produtos gerados pela indústria de produção em massa.
A essência do fordismo é baseada na produção em massa, mas para isso é preciso que haja consumo em massa. Outra ideologia particular é quanto aos trabalhadores que deveriam ganhar bem para consumir mais.

Taylorismo e Fordismo
Um dos símbolos do fordismo

 Fonte: http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/taylorismo-fordismo.htm

A convivência humana


É interessante notarmos que o homem é ser social por natureza, sendo que isso só se torna real quando esse esta vivendo em sociedade.
Além disso, todo homem nasce como membro de um pequeno grupo, que é a família. Posteriormente esse passa a pertencer a outros grupos, como o de: amizade, de vizinhança, o da escola, da igreja, da cidade, dos grupos profissionais.
Conseqüentemente, tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista biológico, a vida social, em grupos e em sociedade, é condição de sobrevivência da espécie humana.
Outro ponto destacado pelo autor diz respeito ao fato de que: o homem vivendo em sociedade adquire a natureza social, formando e desenvolvendo sua personalidade; levando-o a criar uma cultura, através da qual ele satisfaz as suas necessidades, adaptando-se ao meio ou modificando-o. E mais, vivendo em sociedade, o homem está em permanente interação com seu semelhante, estabelecendo relações sociais, adquirindo consciência grupal, onde o resultado da convivência social, caracterizada por interações mentais e conscientes entre os indivíduos.
Já na segunda parte do texto é destacado que os contatos sociais são definidos como fases incipientes das associações humanas, através dos quais ocorrem as interações sociais; produzindo os seguintes resultados:
- no indivíduo: socialização; estimulação da inteligência, libertação dos indivíduos dos costumes cristalizados; auxilio para a solução de problemas novos;
- no grupo: justaposição de povos, costumes, instituições sociais e mudanças sociais; aumento dos problemas, podendo levar até à desorganização social.
É importante realçarmos que o aumento de problemas sociais deve-se ao contato com sociedades diferentes, que apresentam valores e padrões de comportamento até antagônicos. Assim, de acordo com W. I. Thomas e Florian Znaniecki entenderam a desorganização social como uma diminuição da influência das regras vigentes de comportamento sobre os membros do grupo.
Outra definição ditada no texto diz que a desorganização social é dada pela sociedade que, diante de seus problemas, perde a capacidade de restabelecer o comportamento anterior.
Além disso, os contatos sociais podem ter as seguintes bases:
- físicas: são aquelas fundadas em percepções sensitivas, isto é, aqueles que são estabelecidos por meio da visão, olfato, audição e tato.
- Psíquica: são aquelas que supõem uma troca de idéias ou emoções entre os indivíduos; a qual estabelecida muitas vezes por meio do simbolismo verbal.
- Psicofísicas: são aqueles contatos humanos que abrangem também os contatos psíquicos.
E mais, os contatos humanos podem ser :
- diretos: que são aqueles que são estabelecidos de indivíduo para indivíduo, sem intermediários, e com a percepção física do mesmo;
- indiretos: são aqueles onde existem intermediários ou meio técnicos.
Agora, de acordo com os sociólogos americanos Cooley, Summer e Shaler os contatos podem ser ainda classificados em:
- PRIMÁRIOS: são aqueles que supõem associação intimam e neles as sensações auditivas e visuais estão sempre presentes; como os da família, dos grupos de vizinhos, das vilas e pequenas cidades e dos grupos de amizade;
- SECUNDÁRIOS: são aqueles caracterizados pela maior distância social existente entre os indivíduos que entram em contato; como o cobrador e o passageiro de um veículo, entre o vendedor e comprador de uma loja; etc.
É mais, os contatos que se fazem sempre por meios indiretos são secundários (rádio, telefone, serviço postal e outros), que são freqüentes nas grandes cidades.
De acordo com Summer, os contatos podem ser classificados em:
- DO NOSSO GRUPO: são aqueles que temos como os indivíduos pertencentes a um determinado grupo, os quais se se identificaram com os membros deste grupo e tornam-se conscientes das diferenças em relação aos grupos alheios.
- DO GRUPO ALHEIO: é aquele formado por pessoas que podem ser: estranhas, adversárias, forasteiras ou inimigas; sendo que para essas, nossos sentimentos são de indiferença e, às vezes, de inimizade.
Dessa maneira, para os membros do nosso grupo somos leais, camaradas, prontos a colaborar; enquanto que para o grupo alheio somos desleais, hostis. E nos casos de conflito as relações entre as pessoas do nosso grupo tornam-se mais coesas, enquanto se alarga a distância social em relação as pessoas do grupo alheio.
Já Shaler os contatos podem ser:
- CATEGÓRICOS: são aqueles que são mantidos com pessoas de grupos diferentes dos nossos, com as quais não temos intimidade ou que vemos pela primeira vez, levando-nos a trata-las não como indivíduos reais, mas de acordo com as categorias a que pertencem ou a que julgamos pertencer.
- SIMPÁTICOS: ocorre quando há identificação de interesses e identidade entre as pessoas. Ou seja, uma determinada pessoa não é trata como tal, mas por suas características.
O isolamento social por sua vez pode ser geográfico ou pela baixa comunicação social entre indivíduos ou grupos. Isso ocorre devido a vários fatores como:
- geográficos;
- biológicos;
- habitudinais;
- psicológicos.
Existem no relacionamento social vários tipos de isolamento, como:
a) ISOLAMENTO ESPACIAL: ocorre quando ocorre o impedimento de comunicação ou baixa comunicação devido a fatores geográficos. Ou seja, ocorre quando esses fatores separam grupos de indivíduos de outros, impedindo contatos e comunicação.
b) ISOLAMENTO ESTRUTURAL: é o impedimento de comunicação ou a baixa comunicação devido a diferenças na estrutura biológica, proporcionando às pessoas experiências diferentes; como entre os indivíduos de idade e sexo diferentes.
c) ISOLAMENTO HABITUDINAL: ocorre devido as diferenças de costumes, língua, credo, e religião que levam os indivíduos ao impedimento ou à baixa comunicação, determinando o isolamento habitudinal. Esse isolamento também pode ocorrer entre o primitivo e o civilizado, entre o ocidental e o oriental, entre o cristão e o budista, etc.
d) ISOLAMENTO PSÍQUICO: é o sutil impedimento de comunicação devido à participação nas experiências de grupos diversos dentro da mesma cultura. Ou seja, se dá através das diferenças de atitudes, sentimento, pontos de vista, interesses dos indivíduos pertencentes a uma mesma cultura.
Existem ainda outros elementos que reforçam esse isolamento social, como:
- as atitudes sócias e particulares como o egoísmo, o etnocentrismo, preconceitos, timidez, pedantismo, retraimento, aversão, suspeitas.
- os arranjos grupais que enumeram os sistemas de castas, classes, sociedades secretas, partidos, seitas e as organizações profissionais.
Todo esse isolamento produz algumas conseqüências, tanto no indivíduo como num grupo. Vejamos:
a) no indivíduo: se for completo resulta no homo ferus; e se não for completo, mais pronunciado, produz no indivíduo isolado, uma mentalidade retardada.. Ou seja, numa diminuição das funções mentais ou até mesmo a loucura.
b) de um grupo: produz costumes cristalizados e equilíbrio. Além disso, produz uma cultura de folk, ou seja, uma sociedade homogênea.
Já quanto à cultura FOLK e CIVILIZAÇÃO observamos que:
- isolamento e o contato levam ao desenvolvimento de duas culturas contrastantes, são denominadas pelos sociólogos e antropólogos de cultura de folk e civilização.
- Num grupo isolado, como num grupo com as características de uma cultura FOLK, o indivíduo leva uma vida quase estável e uniforme, sendo que seus problemas serão os mesmos que tiveram os indivíduos de gerações passadas de seu grupo.
- Em muito momento é necessário ao homem isolar-se; pois essa atitude muitas vezes preserva a sua personalidade, bem como poderá ajuda-lo a uma melhor produção. Ex.: cientista, que pesquisa um novo remédio.

http://www.panoramagospel.com/gospestud1.htm